Exportações brasileiras de soja atingiram um recorde
China mantém liderança nas compras de soja
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As exportações brasileiras de soja atingiram um recorde no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela elevada produção da safra 2025/26. De acordo com a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, o desempenho consolidou o maior volume já registrado para o período.
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o escoamento da soja brasileira totalizou 69,58 milhões de toneladas entre janeiro e junho de 2026, volume 7,13% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025 e recorde da série histórica para um primeiro semestre.
Em Mato Grosso, os embarques alcançaram 24,06 milhões de toneladas, crescimento de 5,15% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o estado respondeu por 34,59% de toda a soja exportada pelo Brasil no período.
O instituto avalia que o resultado reflete a forte demanda internacional pelo grão. Entre os destinos, a China permaneceu como principal compradora da soja produzida em Mato Grosso, embora tenha reduzido em 4,77% o volume importado na comparação com o primeiro semestre de 2025.
Mesmo com a redução das compras chinesas, outros mercados ampliaram sua participação. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária informa que os cinco principais países importadores, além da China, elevaram suas aquisições em 42,25% no período analisado.
Para o segundo semestre, a expectativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária é de redução no ritmo dos embarques, devido à menor disponibilidade de soja no mercado, movimento considerado típico para essa época do ano.